A Fontana di Trevi (Fonte dos Trevos) é a mais importante e maior fonte da Itália. De estilo barroco, possui aproximadamente 26 metros de altura por 20 metros de largura.
A fonte situava-se no cruzamento de três estradas e no ponto final do Acqua Vergine ou Acqua Virgo, um dos mais antigos aquedutos de Roma. No ano de 19 a.c., uma virgem teria ajudado técnicos romanos a localizar um manancial de águas puras distante 13 km da cidade. O Acqua Virgo foi construído, com seus 22 km, para trazer água pura deste manancial para a urbe.
Na Idade Média, beber a água pura que era transportada pelo Acqua Vergine em Roma significava saúde, riqueza e sorte. O misticismo ganhou força motivando turistas e comerciantes que por ali passavam a tomar grandes goles da água de Trevi antes de retornar a seus lares, para dar sorte e assegurar o retorno à cidade. Com o tempo, os peregrinos começaram a jogar dinheiro nas águas de Trevi e a tradição permaneceu até hoje. Dizem as lendas que ao se jogar uma moeda na Fontana di Trevi, seu retorno à Roma estará garantido. Há quem diga que duas moedas trariam sorte no amor e por aí vai.
Com as invasões dos godos em Roma, diversos aquedutos foram destruídos, obrigando a população a consumir a água poluída do Rio Tibre. O Acqua Vergine, por ser subterrâneo, acabou por sofrer poucos danos.
O antigo costume de se construir uma fonte ao final do aqueduto voltou na época do Renascimento. Em 1453 o Papa Nicolau V determinou a restauração do Acqua Vergine, momento em que foi construído um pequeno receptáculo de água no seu término. Outros gestos no sentido de ampliar a fonte foram tomados pelos papas que se sucederam até que em 1730 um novo projeto teve início. A nova fonte começou a ser construída em 1732 e foi inaugurada em 1762.
O Acqua Virgo recentemente foi restaurado e ainda abastece a Fontana di Trevi e outras fontes de Roma: Fontana di Trevi, a Fontana della Barcaccia, na Praça de Espanha (dando o nome à via del Condotti) e a Fontana dei Quattro Fiumi, na Piazza Navona.
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